Os amigos do bem comum: os “repúblicos” no Portugal Moderno (1578-1668)

Prof. Dr. Carlos Ziller Camenietizki e Prof. Dr. Daniel Saraiva
Dia/Horário: Quinta-Feira, 14h-17h
Sala Werneck

Ementa:  Ao longo dos séculos XVI e XVII, difundiu-se nas línguas ibéricas o vocábulo “repúblico”, empregado para designar um ideal de conduta cívica e devoção ao bem comum. Equivalente moderno das expressões latinas reipublicae studiosus, boni publici studiosus ou reipublicae amicus, a noção de “repúblico” anuncia a afirmação não apenas de um novo tipo de agente político, mas de uma nova concepção de comunidade. O advento e a generalização dessa categoria colocam, por si só, problemas interpretativos ingentes para os estudiosos do passado lusitano, habituados, em geral, a pensar o reino de Portugal como uma sociedade visceralmente conservadora, rigidamente hierarquizada, profundamente elitista e voluntariamente aferrada à defesa intransigente dos seus fundamentos mais arcaicos. Examinando a intervenção política de um conjunto de agentes que se identificaram – ou foram identificados por seus contemporâneos – como “repúblicos”, o presente curso tem por objetivo discutir o significado e as conseqüências históricas da emergência de um ideário republicano de inspiração clássica no seio da monarquia portuguesa.

Módulo I. A república monárquica de Portugal e a tradição do governo misto

Módulo II. Os repúblicos e a crise de sucessão de 1578-1580

Módulo III. Os repúblicos durante a união das Coroas ibéricas

Módulo IV. Os repúblicos e a Restauração

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