Práticas e mecanismos de inclusão e exclusão no período moderno

Profa. Dra. Hanna Sonkajärv

Dia/Horário: Segunda-Feira, 10h-13h

Sala Afonso

Ementa: A disciplina pretende discutir alguns trabalhos de referência da historiografia sobre as práticas e mecanismos de inclusão e exclusão na época moderna (séculos XV ao XVIII) além de alguns textos mais recentes. Discutiremos estudos que tratam das práticas de inclusão e exclusão, sobretudo na França e no mundo luso-ibérico, e refletiremos sobre conceitos como identidade, cidadania ou vizinhança (vecindad) no contexto pré-moderno. Perguntaremos como, por quem, com qual objetivo certas pessoas e grupos foram definidos como incluídos ou excluídos em um contexto nacional, regional ou local. Veremos fatores como a “cidadania”, o estatuto, a religião, a profissão, a cor da pele, ou os laços sociais determinaram sobre a forma e possibilidades de pertencer a um determinado lugar ou instituição.

Programa:

1ª sessão: dia 11/3. Introdução geral e organização do trabalho.

  1. Fundamentos teóricos:

2ª sessão: dia 18/3. Barth, Fredrik. Grupos étnicos e suas fronteiras. In: Poutignat, Felipe & Streiff-Fenart, Jocelyne. Teorias da Etnicidade. Seguido de Grupos Étnicos e suas Fronteiras de Fredrik Barth. Editora São Paulo, Unesp, 2011, p. 185-228.

3ª sessão: dia 25/3. Bohn, Cornelia & Hahn, Alois. Patterns of Inclusion and Exclusion: Property, Nation and Religion. In: Soziale Systeme, vol. 8, nº1, p. 8-26, 2002.

Blanco, José María García. Los problemas teóricos y metodológicos del concepto de exclusión social. Una visión neofuncionalista. In: Revista Internacional de Sociología, vol. 74, nº 2, p. 1-13, 2016.

4ª sessão: dia 1/4. Brubaker, Rogers & Cooper, Frederick. Beyond “Identity”. In: Brubaker, Rogers. Ethnicity without Groups. Cambridge, MA: Harvard University Press, 2004, p. 28-63.

Anthias, Floya. Thinking through the lens of translocational positionality: na intersectionality frame for understanding identity and belonging. In Translocations, Migration and Change, v. 4, nº 1, p 5-20, 2008.

  1. Conceitos de Estrangeiro, Natural, Cidadão e Vizinho da época moderna na historiografia recente

5ª sessão: dia 8/4. SAHLINS, Peter. Fictions of a Catholic France: The Naturalization of Foreigners, 1685-1787. Representations, v. 47, 85-110, 1994.

6ª sessão: dia 15/4. Cerutti, Simona. Who Owns the Things That Belong to No-one? In: Annales: Histoire, Sciences Sociales, v. 62, nº2, p. 355 – 383, 2007.

SAHLINS, Peter. Citizenship and the Droit d’Aubaine in France: A Response to Simona Cerutti. In: Annales: Histoire, Sciences Sociales,v. 63, nº 2, p. 385-98, 2008.

7ª sessão: dia 29/4. HERZOG, Tamar. És capaz de reconhecer um espanhol quando vês um? “Nós” e “Eles” no Atlântico ibérico da época moderna. In: Ângela Barreto Xavier (org.). O Governo dos Outros. Comunidade política e diferença no império português. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 2016, 623-640.

HERZOG, Tamar. Naturales y extranjeros: sobre La construcción de categorias em el mundo hispánico. In: Cuadernos de Historia Moderna, v. 10, p. 21-31, 2011.

  1. A Revolução Francesa e a cidadania moderna

8ª sessão: dia 6/5. BRUBAKER, Rogers. The French Revolution and the Invention of Citizenship. In: French Politics and Society, v. 7, nº3, 30-49, 1989.

Desan, Suzanne. Foreigners, Cosmopolitism, and French Revolutionary Universalism. In: DESAN, Suzanne & Hunt, Lynn & Nelson, William Max (org.). The French Revolution in Global Perspective. Ithaca, NY/London: Cornell University Press, 2013, 86-100.

9ª sessão: dia 13/5. Heuer, Jennifer Ngaire. Family and the Nation. Gender and Citizenship in Revolutionary France, 1789-1830. Ithaca, NY: Cornell University Press, 2005, p. 1-43.

  1. Cidadania pré-moderna na América-Latina

10ª sessão: dia 20/5. Bicalho, Maria Fernanda. O que significava ser cidadão nos tempos coloniais? In: Abreu, Martha & Soihet, Rachel (orgs.). Ensino de história: conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra/Faperj, 2003, 139-151.

Santos, Beatriz Catão Cruz & Ferreira, Bernardo. Cidadão – Vizinho. Ler história, v. 55, p. 35-48, 2008.

  • A descendência e a cor de pele como critério de inclusão e exclusão

11ª sessão: dia 27/5. Torres, Max S.Hering. Limpieza de sangre: un modelo de interpretación. In: Böttcher, Nikolaus & Hausberger, Bernd & Torres, Max S. Hering (org.). El peso de la sangre: Limpios, Mestizos y Nobles em el Mundo Hispánico. México: El Colegio de México 2011, pp. 29-62.

Oliveira, Anderson José de. Padre José Mauricio: “dispensa da cor”, mobilidade social e recriação de hierarquias na América Portuguesa. In: Guedes, Roberto (org.). Dinâmica Imperial no Antigo Regime Português: escravidão, governos, fronteiras, poderes, legados. Rio de Janeiro: Mauad X, 2011, 51-66.

  • A religião e as dinâmicas de inclusão e exclusão

12ª sessão: dia 3/6. Weller, Thomas. Trading Goods – Trading Faith? Religious Conflict and Commercial Interests in Early Modern Spain. In: Karremann, Isabel & Zwierlein, Cornel & Groote, Inga Mai (org.). Forgetting Faith? Negotiating Confessional Conflict in Early Modern Europe. Berlin: De Gruyter, 2012, p. 221-239.

Croft, Pauline, “Trading with the Enemy”. In: Historical Journal 32, p. 281-302, 1989.

13ª sessão: 10/6. Grenet, Mathieu. Muslim missions to early modern France, c.1610-c.1780: notes for a social history of cross-cultural diplomacy. In: Journal of Early Modern History, v. 19, p. 223-244, 2015.

Rothman, Natalie E. Interpreting Dragomans: Boundaries and Crossings in the Early Modern Mediterranean. In: Comparative Studies in Society and History, v. 51, nº4, p. 771-800, 2009.

  • Motivos econômicos de inclusão e exclusão: o mundo do trabalho, das corporações e do comercio

14ª sessão: 17/6. Garrioch, David & Sonenscher, Michael. Compagnonnages, Confraternities and Associations of Journeymen in Eighteenth-century Paris. In: European History Quarterly, v. 16, n°25, p. 25-45, 1986.

De Meester, Jan. Migrant Workers and Illicit Labour: Regulating the Immigration of Building Workers in Sixteenth-Century Antwerp. In: De Munck, Bert & Winter, Anne (org.). Gated Communities? Regulating Migration in Early Modern Cities; Farnham. Ashgate, 2012, p. 25-43.

15ª sessão: 23/6. GLESENER, Thomas. La hora felipista Del siglo XV: auge y ocaso de la nación flamenca em el ejército borbónico. Cuadernos de Historia Moderna. Anejo X: Los extranjeros y la Nación en España y la América española, p. 77-101, 2011.

SOLANA, Ana Crespo. Elementos de transnacionalidad em el comercio flamenco-holandés en Europa y la Monarquía hispânica. Cuadernos de Historia Moderna. Anejo X: Los extranjeros y la Nación enEspaña y la América española, p. 55-76, 2011.

16ª sessão: 1/7. Herzog, Tamar. Private Organizations and Global Networks in Early Modern Spain and Spanish America. In: Herzog, Tamar & Roniger, Luis (org.). The Collective and the Public in Latin America: Cultural Identities and Political Order. Brighton: Sussex Academic Press, 2000, p. 117-133.

Angulo, Alberto Morales & Malillos, Imanol Merilo. La gestión del Señorío de Vizcaya en el Imperio (1590-1640). La proyección política de su representación y defensa. In: Álvarez, María José Pérez & García, Alfredo Martín (org.). Campo y campesinos en la España Moderna; culturas políticas en el mundo hispano, v. 2, 2012, Madrid: Fundación Española de Historia Moderna, p. 1781-1791.

17ª sessão: 8/7. Cohen, Abner. Cultural Strategies in the Organization of Trading Diasporas. In: Meillassoux, Claude (org.). The Development of Indigenous Trade and Markets in West Africa. New York/London: Oxford University Press, 1971, p. 266-280.

Trivellato, Francisca. Sephardic Merchants in the Early Modern Atlantic and Beyond. Toward a Comparative Historical Approach to Business Cooperation. In: Kagan, Richard L. & Morgan, Philip D. (org.). Atlantic Diasporas. Jews, Conversos, and Crypto-Jews in the Age of Mercantilism. Baltimore, MD: Johns Hopkins University Press, 2009, p. 99-120.

Bibliografia:

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Anthias, Floya. Thinking through the lens of translocational positionality: an intersectionality frame for understanding identity and belonging. In Translocations, Migration and Change, v. 4, nº 1, p 5-20, 2008.

Barth, Fredrik. Grupos étnicos e suas fronteiras. In: Poutignat, Felipe & Streiff-Fenart, Jocelyne. Teorias da Etnicidade. Seguido de Grupos Étnicos e suas Fronteiras de Fredrik Barth. Editora São Paulo, Unesp, 2011, p. 185-228.

Bicalho, Maria Fernanda. O que significava ser cidadão nos tempos coloniais? In: Abreu, Martha & Soihet, Rachel (orgs.). Ensino de história: conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro: Casa de Palavra/Faperj, 2003, 139-151.

Blanco, José María García. Los problemas teóricos y metodológicos del concepto de exclusión social. Una visión neofuncionalista. In: Revista Internacional de Sociología, vol. 74, nº 2, p. 1-13, 2016.

Bohn, Cornelia & Hahn, Alois. Patterns of Inclusion and Exclusion: Property, Nation and Religion. In: Soziale Systeme, vol. 8, nº1, p. 8-26, 2002.

Bottin, Jacques & Calabi, Donatella (org.), Les étrangers dans la ville. Minorités et espace urbain du bas Moyen Age à l’époque moderne, Paris, Editions de la Maison de sciences de l’homme, 1999.

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Cerutti, Simona. Who Owns the Things That Belong to No-one? In: Annales: Histoire, Sciences Sociales, v. 62, nº2, p. 355 – 383, 2007.

Cohen, Abner. Cultural Strategies in the Organization of Trading Diasporas. In: Meillassoux, Claude (org.). The Development of Indigenous Trade and Markets in West Africa. New York/London: Oxford University Press, 1971, p. 266-280.

Croft, Pauline, “Trading with the Enemy”. In: Historical Journal 32, p. 281-302, 1989.

De Meester, Jan. Migrant Workers and Illicit Labour: Regulating the Immigration of Building Workers in Sixteenth-Century Antwerp. In: De Munck, Bert & Winter, Anne (org.). Gated Communities? Regulating Migration in Early Modern Cities; Farnham. Ashgate, 2012, p. 25-43.

De Munck, Bert & Winter, Anne (org.). Gated Communities? Regulating Migration in Early Modern Cities, Farnham. Ashgate, 2012.

Desan, Suzanne. Foreigners, Cosmopolitism, and French Revolutionary Universalism. In: DESAN, Suzanne & Hunt, Lynn & Nelson, William Max (org.). The French Revolution in Global Perspective. Ithaca, NY/London: Cornell University Press, 2013, 86-100.

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GLESENER, Thomas. La hora felipista Del siglo XV: auge y ocaso de la nación flamenca em el ejército borbónico. Cuadernos de Historia Moderna. Anejo X: Los extranjeros y la Nación en España y la América española, p. 77-101, 2011.

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